O vento e as ternuras espalhadas
Atualizado: 25 de set.
02/10/2025
Mil anos que não foram; sinto o peso deles.
Apenas dezessete mil(dias), uma metáfora.
Eles, presente, aqui, agora, te vejo.
Mil anos já tinham sido antes de você;
caleidoscópio
Te conhecia sem te saber; miragem.
Te ter é não te conhecer nem um pouco; poeira.
Mil anos não valem nada; um dia é nada
Olhos embaçados, nublados, turvam a mente.
Os ciclos embolados, emaranhados no amanhã que nem chegou.
Entendimentos traídos em pensamentos belicosos beliscando os pensamentos.
Verbalizando loucuras inteligíveis, o arrependimento chega.
A frase nem engatou,
Inconclusa pela língua insistente
derrama incoerências discrepantes.
De repente, o peso onipresente.
As costas, ( doem) Mil dias em segundos de loucura, (o corpo )doendo pensamento em nós de Lamento
Você me vê, um pouco tarde.
A palavra lançada é espada.
Ferindo sem dar voltas, não volta vazia;
Entra afiada e dilacera, desperdiçando ternuras.



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