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O vento e as ternuras espalhadas

14 de ago.
1 min de leitura

Atualizado: 25 de set.

02/10/2025


Mil anos que não foram; sinto o peso deles.

Apenas dezessete mil(dias), uma metáfora.

Eles, presente, aqui, agora, te vejo.

Mil anos já tinham sido antes de você;

caleidoscópio

Te conhecia sem te saber; miragem.

Te ter é não te conhecer nem um pouco; poeira.

Mil anos não valem nada; um dia é nada

Olhos embaçados, nublados, turvam a mente.

Os ciclos embolados, emaranhados no amanhã que nem chegou.

Entendimentos traídos em pensamentos belicosos beliscando os pensamentos.

Verbalizando loucuras inteligíveis, o arrependimento chega.

A frase nem engatou,

Inconclusa pela língua insistente

derrama incoerências discrepantes.

De repente, o peso onipresente.

As costas, ( doem) Mil dias em segundos de loucura, (o corpo )doendo pensamento em nós de Lamento

Você me vê, um pouco tarde.

A palavra lançada é espada.

Ferindo sem dar voltas, não volta vazia;

Entra afiada e dilacera, desperdiçando ternuras.

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