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Depois


A luz apagou sozinha

Era escuro

Era oculto

Nada se via

Nem mesmo as paredes incertas

Nas janelas indiscretas

Olhei ousadamente

Me vi por dentro

O escuro revelador

O infinito particular de mim

Antes de atravessar

Romper a sombra

Saltei

Procurei um chão pra pisar

Nada seguro

Nada concreto

Só vida pra habitar

Depois?

Não.

Agora mesmo


poesia: Vitória Cunha

imagem: colagem-digital por Thiago José


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