Depois
- Vitoria Regina Cunha
- há 2 dias
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A luz apagou sozinha
Era escuro
Era oculto
Nada se via
Nem mesmo as paredes incertas
Nas janelas indiscretas
Olhei ousadamente
Me vi por dentro
O escuro revelador
O infinito particular de mim
Antes de atravessar
Romper a sombra
Saltei
Procurei um chão pra pisar
Nada seguro
Nada concreto
Só vida pra habitar
Depois?
Não.
Agora mesmo
poesia: Vitória Cunha
imagem: colagem-digital por Thiago José



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